Venture builder WBGI faz investimentos financeiros, de mão de obra e consultoria especializada para tirar agtechs do papel

Joaquim Cunha, Uriel Rotta e João Blasco - Divulgação


      Diferente dos fundos e grupos de investimentos tradicionais no agro, a venture builder WBGI, além do aporte financeiro em startups em forma de smart money, oferece a prestação de diversos serviços de consultoria, capacitação e operação para as agtechs aportadas como apoio em marketing, suporte jurídico, planejamento financeiro e comercial e de inteligência de mercado. “Assim que a empresa adquire maturidade, atuamos mais fortemente no planejamento estratégico via conselho administrativo e no apoio à captação de recursos de novos investidores no negócio”, explica João Blasco, sócio da WBGI. Com esse modelo, já são 15 startups contempladas. 

Por se tratar de investimentos de risco, a venture builder possui um sistema de seleção próprio e criterioso, no qual são avaliados a inovação tecnológica envolvida na empresa ou os pesquisadores envolvidos no projeto, considerando desde o potencial tecnológico até a viabilidade como um negócio.  “Analisamos as informações captadas, cruzando com a inteligência interna da nossa equipe de negócios. Nosso objetivo em um primeiro momento é construir um plano de uso racional dos recursos financeiros e operacionais nossos em conjunto com a empresa avaliada. Quando há necessidade, também contamos com uma rede de professores, pesquisadores, consultores e empresários que nos auxiliam a avaliar o potencial tecnológico dessas empresas”, demonstra Uriel Rotta, sócio da WBGI.

 

Atualmente, a WBGI avalia apenas negócios na cadeia do agrifood, pois é onde seus profissionais têm maior expertise e conseguem fazer as conexões necessárias com os diversos players do setor. “Todos os serviços são oferecidos por profissionais capacitados em diversas áreas, mas todos com enfoque no setor agro. A especialização permite o desenvolvimento de modelos de negócios mais eficientes e fácil abertura de mercado para startups investidas. Além disso, a WBGI entrega à investida um planejamento de construção do negócio que vai atender a empresa desde a criação do CNPJ até um possível M&A, atuando em todas as etapas do processo”, orienta Joaquim Cunha, sócio da WBGI.

Startups

Ao entrarem para o portfólio de empresas investidas, as startups passam por algumas imersões com o time da WBGI para que sejam feitos alinhamentos estratégicos de como serão os passos seguintes do negócio. Após o alinhamento cada agtech segue uma trilha personalizada, podendo transitar pelas etapas de modelagem de produto, desenvolvimento tecnológico, gestão e go to market.  

Com a Ideelab, por exemplo, houve a participação na construção do negócio do zero, partindo desde a ideia, ainda como uma spin-off do laboratório da Esalq/USP. “Concluímos etapas importantes do projeto, como a construção de um laboratório modelo para desenvolvimento e análise de biotecnológicos para a agricultura, desenvolvimento de parcerias nacionais e internacionais e apoio em novas rodadas de investimento com parceiros estratégicos do agro. A empresa conta atualmente com mais de 30 funcionários e pretende ampliar seu quadro com a inauguração da sua nova biofábrica modelo em Londrina (PR)”, conta Blasco. 

Outro modelo similar é o da biotech InPlant, que também surgiu com uma spin-off de um laboratório da Esalq/USP. “Neste caso a equipe de pesquisadores estava envolvida em uma competição da NASA para desenvolvimento de métodos de produção de alimentos no espaço. Auxiliamos o projeto para sair do papel por meio de uma doação à equipe e fizemos o acompanhamento deles durante todas as etapas da competição. Com essa relação de confiança construída durante essas etapas, começamos em paralelo a desenhar as bases do que seriam o modelo de negócio da startup. Atualmente a empresa está finalizando a construção do seu novo laboratório e irá atender a cadeia produtiva do agro com as diversas tecnologias de expertise do time, que vão desde a reprodução de mudas de alto valor agregado, controle do fotoperíodo da planta, planejamento de produção vertical e extração de óleos essenciais”, finaliza Cunha. 

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